Nunca se falou tanto sobre planos de mudança de brasileiros para o exterior. O turismo internacional, intenso nos Ășltimos anos, apresentou aos viajantes o nĂ©ctar da civilidade. Como uma criança que compara seu lar ao do colega, descobrimos como Ă© a vida nos paĂses em que impostos sĂŁo efetivamente usados para o bem pĂșblico, em que o capitalismo Ă© democrĂĄtico e em que a educação Ă© levada a sĂ©rio.
FamĂlias de diversos nĂveis de renda tĂȘm feito contas para jogar tudo para o alto, em busca de uma vida menos sofrida, menos violenta, menos insegura e com mais perspectivas para seus filhos. NĂŁo Ă© uma decisĂŁo fĂĄcil, pois os componentes desses planos nĂŁo sĂŁo apenas racionais.
Ao fazer as contas, deduzimos que, com bem menos do que ganhamos aqui, vivemos melhor lĂĄ. HĂĄ falhas nessas simulaçÔes. Poucos levam em conta que os impostos sobre renda, investimentos e herança sĂŁo maiores no exterior. Ao comparar preços de imĂłveis, automĂłveis e gastos cotidianos, tambĂ©m Ă© fĂĄcil esquecer os impostos sobre o consumo – no exterior, eles nĂŁo costumam estar embutidos nos preços. Mas Ă© fato: morar na AmĂ©rica do Norte e em alguns paĂses europeus sai mais barato que no Brasil.




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